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Outubro rosa: Qual o papel da reconstrução da mama na identidade e autoestima feminina?

  • 4 de outubro de 2019

A autoestima feminina está intrinsecamente ligada à sua percepção do próprio corpo enquanto mulher, conforme os aspectos que evidenciam a sua feminilidade e que são importantes para ela. E aqui não estou falando de padrões, mas sim de elementos que, psicologicamente, definem o seu corpo e também a sua percepção sobre ele.

Dentro desse contexto, elementos como o cabelo, unhas, aspecto da pele e aparência dos seios estão entre aqueles que mais podem afetar negativamente a percepção feminina a respeito do próprio corpo. E nos casos de mulheres que estão passando por tratamento de câncer de mama, todos os elementos citados sofrem alterações que podem impactar na autoestima feminina.

Principalmente, nos casos em que a paciente precisa passar por tratamentos de quimioterapia ou pelo processo da mastectomia. A cirurgia de remoção da mama para cura de um câncer é um baque na vida de qualquer mulher, é como se a ausência da mama impactasse na essência de sua própria feminilidade.

A autoimagem que temos do nosso corpo não está relacionada apenas à aparência, mas também a sentimentos e sensações de sexualidade, além, é claro, da construção social (milenar) em torno das definições de gênero. Dentro desse contexto, fatores culturais e sociais exercem impacto direto na percepção da mulher acerca do seu próprio corpo quando a(s) mama(s) é(são) removida(s) em função de um câncer.

Nesse cenário, a reconstrução das mamas não é apenas uma cirurgia que irá devolver parte do que é naturalizado à mulher, mas também atuará nas suas emoções, relações sociais e, principalmente, no seu estado psicológico e autoimagem enquanto mulher.

Por isso essa cirurgia é tão importante, pois, ela ajuda a diminuir marcas que evidenciam todo o sofrimento que ela passou e também a devolver aspectos estéticos importantes para a mulher.

Tem experiências relacionadas a cirurgia de reconstrução das mamas e o impacto que ela causou na vida da pessoa? Compartilhe conosco nos comentários e vamos estimular esse debate tão importante. E não se esqueça de curtir e compartilhar o nosso conteúdo.

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